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Walter Braga – duas décadas de hospitalidade e a arte de servir com o coração

Crédito da foto: Arquivo pessoal.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

Por mais de 22 anos, Walter Braga tem sido presença marcante no atendimento ao público, exercendo com maestria a profissão que escolheu por pura curiosidade e que, com o tempo, se transformou em vocação. A história começou quase por acaso, quando foi convidado por um amigo para fazer um “extra” em um bar. Lá, recebeu seu primeiro 10% — modestos R$ 3,00 — e percebeu que havia algo especial naquela experiência. Motivado, buscou aperfeiçoamento no Senac, onde aprofundou técnicas e conhecimentos.


Seu primeiro grande desafio veio no Hotel Sol Victoria Marina, em Salvador, Bahia, onde aprendeu o serviço à francesa, considerado um dos mais refinados e exigentes da gastronomia. “No começo foi difícil, mas devagarzinho vai se aprendendo”, relembra. Ele cita com carinho o gesto preciso, conhecido entre os profissionais como “alicate”, usado para servir alimentos com elegância e destreza.

Crédito da foto: Arquivo pessoal.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

Para Walter, servir é mais do que uma função — é um dom. Inspirado pelo provérbio “Quem não vive para servir, não serve para viver”, ele vê na hospitalidade uma missão. “Acolhimento, empatia e atenção às necessidades dos clientes transformam uma refeição comum em uma experiência única”, afirma.


O trabalho, no entanto, não está livre de desafios. Lidar com clientes difíceis exige calma, paciência e escuta ativa. “Uma abordagem profissional pode transformar momentos de tensão em experiências positivas”, garante. Mas também há espaço para situações inusitadas, como a vez em que ajudou um cliente a criar um momento romântico para a namorada, fingindo que o pagamento da conta acontecia só no final, quando, na verdade, já estava quitada.

Crédito da foto: Arquivo pe
Crédito da foto: Arquivo pe

Ao longo da carreira, Walter já foi maître e gerente, e agora se dedica a um curso de sommelier com um objetivo claro: abrir seu próprio restaurante. Para ele, o que diferencia um bom garçom de um excelente está na capacidade de antecipar necessidades, criar memórias e dominar o serviço de forma impecável.


O reconhecimento do cliente é combustível para sua paixão. “Quando alguém diz que veio porque me indicaram, é algo que marca”, confessa. E, ao final de cada jornada, a satisfação do cliente é para ele a verdadeira medida de sucesso.


Walter deixa um conselho para quem quer ingressar na profissão: “Ande com quem pode acrescentar em sua vida. Seja curioso, busque conhecimento. Quem conduz o atendimento é o garçom, não o cliente”.


Com um olhar atento e um coração dedicado, Walter Braga continua a provar, dia após dia, que servir é muito mais do que levar pratos à mesa — é transformar encontros em lembranças inesquecíveis.

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