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Empreendedor Aldo Nunes leva sabores da Amazônia para novos públicos através do Parafood

créditos da foto: arquivo pessoal.
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A valorização da culinária amazônica tem conquistado cada vez mais espaço no Brasil e no mundo. Entre os empreendedores que trabalham para difundir esses sabores está Aldo Nunes, fundador do Parafood, um empreendimento que une gastronomia regional e a comercialização de especiarias típicas da Amazônia, levando um pouco da cultura alimentar do Norte para novos públicos.


A história do negócio começou em um momento de busca por novos caminhos profissionais. Na época, Aldo realizava estágio no Núcleo de Saúde do Servidor da Prefeitura de Curitiba quando recebeu uma sugestão que mudaria sua trajetória. “Um Técnico de Segurança do Trabalho comentou que eu poderia comercializar especiarias amazônicas, que ele gostava muito. A partir daí os clientes começaram a pedir também pela nossa culinária”, relembra.


crédito da foto: arquivo pessoal.
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Antes de criar o Parafood, Aldo não trabalhava diretamente com gastronomia, mas sempre esteve próximo do setor por meio da hotelaria. Sua experiência profissional inclui passagens por diversos hotéis em diferentes cidades do Brasil e até no exterior. A trajetória começou na Ilha de Algodoal, no Pará, em 1996, e seguiu por municípios como Rio de Janeiro, Niterói, Itaboraí e Curitiba. Em determinado momento, ele também embarcou em uma jornada internacional em um hotel flutuante que percorreu estados brasileiros e países como Portugal, Espanha, Itália e França.


Segundo o empreendedor, o conceito do Parafood nasceu com a proposta de unir a venda de especiarias amazônicas com a gastronomia regional. “Quando projetamos o negócio, muitas pessoas questionaram o modelo. Mas sempre acreditamos em caminhar com nossas especiarias lado a lado com a gastronomia regional. A qualidade é o nosso segredo”, explica. Ele destaca ainda que a logística para manter os produtos disponíveis é complexa, já que alguns itens amazônicos, como o açaí orgânico, também sofrem influência do mercado internacional, o que pode impactar a disponibilidade e os preços.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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A trajetória do Parafood também enfrentou grandes desafios logo no início. O empreendimento foi inaugurado em 8 de fevereiro de 2019, poucos dias antes do início das restrições causadas pela pandemia de Covid-19. “Dez dias depois veio o primeiro decreto com medidas de distanciamento. Nossa atividade estava autorizada a funcionar, então continuamos tentando trabalhar, mesmo enfrentando visitas de agentes públicos que pediam o fechamento”, conta Aldo. Preparado, ele mantinha sempre em mãos os documentos que comprovavam a autorização para funcionamento.


Entre os produtos e pratos mais procurados do Parafood, Aldo destaca o açaí orgânico, considerado por ele o grande protagonista do cardápio. “É uma fonte de energia e saúde, servido com a mesma autenticidade que temos no Pará”, afirma. Também fazem sucesso o vatapá, muito apreciado por clientes da Região Norte, e o tradicional tacacá, prato que ganhou ainda mais visibilidade nacional nos últimos anos.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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Além de oferecer os sabores amazônicos, Aldo também busca valorizar a cultura e os conhecimentos tradicionais ligados aos ingredientes da região. Para isso, ele investe na produção de conteúdos informativos e no compartilhamento de informações baseadas em pesquisas científicas. “Também explicamos aos clientes como utilizar alguns produtos, como a andiroba e a copaíba”, comenta.


Para o empreendedor, o crescimento do interesse pela culinária amazônica representa uma oportunidade de quebrar estereótipos e ampliar o reconhecimento da cultura do Norte. “Muitas pessoas ainda têm ideias equivocadas sobre nossa culinária. Por isso sempre convidamos quem não conhece a vir provar”, destaca.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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Nos eventos e atendimentos ao público, o Parafood também busca criar uma experiência cultural, compartilhando sabores e tradições amazônicas. Segundo Aldo, muitos desses momentos são acompanhados de atrações regionais, fortalecendo a conexão com as raízes da gastronomia paraense.


Entre as histórias marcantes vividas no empreendimento, Aldo lembra de um episódio que reforçou sua fé no trabalho realizado. Um cliente que visitava a cidade leu uma avaliação negativa sobre o estabelecimento, mas decidiu conferir pessoalmente. Após passar algumas horas no local, conversando, comendo e conhecendo mais sobre a cultura amazônica, o visitante pediu para acrescentar um valor extra significativo à conta como forma de gratidão, afirmando que a avaliação negativa não representava a realidade.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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As redes sociais também têm sido importantes aliadas na divulgação do Parafood. De acordo com Aldo, plataformas como o Instagram ajudam a ampliar o alcance do negócio e já renderam oportunidades de entrevistas e participações em programas locais. “É trabalhoso, mas traz retorno”, afirma.


Para o futuro, Aldo sonha em expandir o negócio para outras cidades por meio de franquias, sempre mantendo o cuidado com a qualidade e a autenticidade dos produtos.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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Aos que desejam empreender na gastronomia, ele deixa um conselho direto: “Pesquisar é fundamental. Ter recursos financeiros ajuda, mas conhecer profundamente cada etapa da operação faz toda a diferença”.


Assim, o Parafood segue consolidando seu espaço como um ponto de encontro entre cultura, sabor e identidade amazônica, levando a riqueza da culinária paraense para cada vez mais pessoas.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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