Especialista explica como surgiu a tapioca e seus variados sabores

Além de ter diversos recheios, a iguaria também oferece benefícios à saúde


Seja no café da manhã ou da tarde, seca ou molhada, doce ou salgada, a tapioca é um alimento muito visto na mesa dos paraenses. Por ser feita a partir da goma da mandioca, é um alimento nutritivo, saudável e natural, sem gordura, glúten e com pouca quantidade de sódio e calorias. Ela também é rica em carboidrato e considerada de fácil digestão.


Segundo o Chef Márcio André Calil, a tapioca é uma iguaria criada pelos indígenas, que desde muito tempo a usavam como alimento. Além da tapioca, eles criaram o beiju, ambas derivadas da goma da mandioca. "A tapioca surgiu no nordeste brasileiro como fonte de alimentação. Inicialmente, devido à pobreza do local, ela era bastante consumida nos almoços e jantas da região para garantir o sustento alimentar das pessoas e por ser de fácil acesso", explicou.


Os recheios feitos antigamente, de acordo com o chef, eram apenas manteiga e coco. "Com o passar do tempo e com a popularização da tapioca, ela saiu do Nordeste e foi ganhando mais espaço e mercado, o que trouxe essa infinita variedade de sabores que nós podemos ver hoje", informou Márcio André.


A estudante Suellen Cristo começou a ter o costume de comer tapioca numa época em que o pão fazia mal a ela, devido a gastrite. "Foi uma adaptação prescrita pela minha nutricionista, que me fez trocar o pão por tapioca no café e no lanche da tarde", contou.


Atualmente, Suellen prefere a tapioca. "Além do sabor maravilhoso, ela pode ser preparada de várias maneiras. Difícil é escolher um sabor apenas. Gosto muito das salgadas, como a de queijo e peito de peru, mas às vezes me arrisco a comer uma doce, como a de coco. Já fiz também com leite condensado e outra com goiabada, ficaram ótimas", relatou a estudante, que tem preferência pelas gomas vendidas nas feiras de Belém, pois, segundo ela, as industrializadas são muito secas e deixam as tapiocas quebradiças, enquanto as naturais as deixam mais consistentes e suculentas.



Por Ana Luiza Imbelloni