Fumaça, fogo e sabores raros: o Chef que harmoniza gastronomia, charutos e inteligência sensorial
- Gastronomia Paraense
- 13 de jul.
- 2 min de leitura

Entre brasas, aromas e sabores intensos, o chef Christopher construiu uma trajetória singular que une alta gastronomia, inteligência sensorial e uma paixão pouco usual: a harmonização de jantares com charutos e bebidas finas. Com formação pela Univali e especializações pela Associação Brasileira de Sommeliers e pela prestigiada International Association of Cigar Sommeliers (IACS), da República Dominicana, o chef transforma cada refeição em uma experiência multissensorial memorável.
Sua história com a gastronomia começou longe das cozinhas tradicionais. Viajando pela Argentina e Bolívia, Christopher se encantou com o universo enogastronômico sul-americano. “Fiquei encantado com toda a parte enogastronômica da Argentina e, ao voltar ao Brasil, decidi estudar gastronomia. A partir daí, minha vida começou a mudar”, relembra.

Apesar de ter vivido e cozinhado em diferentes países, incluindo um desafio marcante na França onde comandou um restaurante franco-brasileiro enfrentando barreiras culturais e linguísticas, Christopher não abandonou suas raízes. Define seu estilo como “cozinha de fogo e fumaça” — mais do que uma técnica, uma filosofia. “É uma tradição que carrego na alma”, diz.
Entre os nomes que marcaram sua formação, o chef francês Gregory Clausse ocupa um lugar especial. “Ele foi minha maior inspiração. Trabalhei com ele por quatro anos e isso moldou minha visão de cozinha com rigor e sensibilidade.”

Mas a genialidade de Christopher vai além do prato servido. Com dedicação à inteligência sensorial — um campo que estuda como os sentidos interagem na percepção de sabores — o chef tem desenvolvido propostas gastronômicas inovadoras. “Tenho estudado inteligência sensorial há alguns anos e redescobri meus próprios gostos, além de ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo”, afirma.
É dessa base que nasceu sua proposta mais ousada: harmonizar jantares sofisticados com bebidas e charutos, promovendo experiências onde o paladar encontra o olfato, o tato e até a memória afetiva. “É como contar uma história através da fumaça, da textura e dos contrastes sensoriais.”

Não faltam casos curiosos em sua jornada. Ao ser solicitado para preparar um “steak tartare bem passado” ou uma “parmegiana com molho branco”, Christopher confessa que prefere orientar o cliente com paciência. “Essas adaptações impactam negativamente a experiência e desrespeitam padrões construídos por séculos de estudo gastronômico.”
Hoje, Christopher é mais do que um chef — é um artista sensorial, um estudioso da sinestesia alimentar, e um nome que começa a ecoar entre os grandes da gastronomia brasileira. Em um mundo cada vez mais sedento por experiências autênticas, ele oferece algo raro: o sabor da excelência com um toque de fumaça e alma.

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Contato e experiências gastronômicas: @chef_christophersm
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