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Fumaça, fogo e sabores raros: o Chef que harmoniza gastronomia, charutos e inteligência sensorial

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Entre brasas, aromas e sabores intensos, o chef Christopher construiu uma trajetória singular que une alta gastronomia, inteligência sensorial e uma paixão pouco usual: a harmonização de jantares com charutos e bebidas finas. Com formação pela Univali e especializações pela Associação Brasileira de Sommeliers e pela prestigiada International Association of Cigar Sommeliers (IACS), da República Dominicana, o chef transforma cada refeição em uma experiência multissensorial memorável.


Sua história com a gastronomia começou longe das cozinhas tradicionais. Viajando pela Argentina e Bolívia, Christopher se encantou com o universo enogastronômico sul-americano. “Fiquei encantado com toda a parte enogastronômica da Argentina e, ao voltar ao Brasil, decidi estudar gastronomia. A partir daí, minha vida começou a mudar”, relembra.

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Apesar de ter vivido e cozinhado em diferentes países, incluindo um desafio marcante na França onde comandou um restaurante franco-brasileiro enfrentando barreiras culturais e linguísticas, Christopher não abandonou suas raízes. Define seu estilo como “cozinha de fogo e fumaça” — mais do que uma técnica, uma filosofia. “É uma tradição que carrego na alma”, diz.


Entre os nomes que marcaram sua formação, o chef francês Gregory Clausse ocupa um lugar especial. “Ele foi minha maior inspiração. Trabalhei com ele por quatro anos e isso moldou minha visão de cozinha com rigor e sensibilidade.”

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Mas a genialidade de Christopher vai além do prato servido. Com dedicação à inteligência sensorial — um campo que estuda como os sentidos interagem na percepção de sabores — o chef tem desenvolvido propostas gastronômicas inovadoras. “Tenho estudado inteligência sensorial há alguns anos e redescobri meus próprios gostos, além de ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo”, afirma.


É dessa base que nasceu sua proposta mais ousada: harmonizar jantares sofisticados com bebidas e charutos, promovendo experiências onde o paladar encontra o olfato, o tato e até a memória afetiva. “É como contar uma história através da fumaça, da textura e dos contrastes sensoriais.”

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Não faltam casos curiosos em sua jornada. Ao ser solicitado para preparar um “steak tartare bem passado” ou uma “parmegiana com molho branco”, Christopher confessa que prefere orientar o cliente com paciência. “Essas adaptações impactam negativamente a experiência e desrespeitam padrões construídos por séculos de estudo gastronômico.”


Hoje, Christopher é mais do que um chef — é um artista sensorial, um estudioso da sinestesia alimentar, e um nome que começa a ecoar entre os grandes da gastronomia brasileira. Em um mundo cada vez mais sedento por experiências autênticas, ele oferece algo raro: o sabor da excelência com um toque de fumaça e alma.

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.


Contato e experiências gastronômicas: @chef_christophersm

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