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O Domador de Fogo: a trajetória de Fernando Costa, chef, assador e pitmaster

Crédito da foto: Arquivo pessoal.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

Poucos elementos da natureza carregam tanta força simbólica quanto o fogo. Ele reúne, aquece, transforma. E foi justamente nele que Fernando Costa encontrou sua identidade. Chef, assador, pitmaster e autoproclamado “domador de fogo”, Fernando construiu sua carreira em torno das brasas, transformando a tradição do churrasco em arte, técnica e experiência.


Sua história começa ainda na infância, na cozinha da família. “Ali eu entendi que comida era mais que alimento. Era afeto, celebração, encontro”, lembra. Com o tempo, a chama do fogão deu lugar ao fascínio pela brasa, e cada corte de carne tornou-se uma nova descoberta. “O fogo é vivo, nunca é igual, mas quando você aprende a conduzi-lo, ele revela o melhor de cada ingrediente.”

Crédito da foto: Arquivo pessoal.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

Hoje, Fernando transita entre diferentes papéis. Como chef, imprime visão criativa e técnica aos pratos. Como assador, honra o ritual do churrasco brasileiro. No posto de pitmaster, mergulha na tradição americana do low & slow, dominando a defumação com paciência. E, como “domador de fogo”, encontra o equilíbrio entre respeito e ousadia. “Não se trata só de cozinhar: é conexão com algo essencial.”


Esse domínio vai além do prato. Fernando atua em eventos privados e corporativos, mas também nos grandes palcos da gastronomia, participando de festivais que transformam o ato de cozinhar em espetáculo. “É desafiador atender centenas de pessoas, mas mágico ver o brilho nos olhos de quem prova e se conecta com a energia do fogo.”

Crédito da foto: Arquivo pessoal.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

No universo das carnes, sua paixão por cortes emblemáticos é clara. O brisket defumado, com preparo de horas, é tratado como joia rara. A paleta de cordeiro no fogo de chão traduz rusticidade e tradição. Já a picanha na parrilla simboliza, para ele, a alma do churrasco brasileiro.


Mas Fernando não se limita a preparar. Ele ensina. Por meio de consultorias e cursos, ajuda a formar novos profissionais e inspira apaixonados pela brasa. “Compartilhar conhecimento é essencial. Cada aula é uma oportunidade de multiplicar cultura e deixar legado.”

Crédito da foto: Arquivo pessoal.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

E se o fogo é universal, o churrasco também carrega sotaques. O pitmaster brasileiro reconhece as influências internacionais, mas faz questão de reforçar suas raízes. “Aprendi com os argentinos a precisão, com os americanos a paciência da defumação. Mas é no Brasil que encontro a criatividade, a diversidade de cortes e o espírito de celebração.”


Nem tudo, porém, é glamour. Fernando já encarou tempestades que apagaram churrasqueiras em eventos, prazos apertados e toneladas de carne a preparar. “O fogo pode ser imprevisível, mas é aí que entra a resiliência. Adaptar-se e entregar sabor, independentemente do cenário, é o verdadeiro desafio.”

Crédito da foto: Arquivo pessoal.
Crédito da foto: Arquivo pessoal.

E qual o segredo para quem sonha em seguir seus passos? Fernando é direto: paixão, estudo e prática. “Sem paixão, não há fogo que se sustente. É preciso estudar cortes, técnicas, errar e aprender, vivenciar com quem já faz. E, acima de tudo, nunca parar de aprender.”


O futuro reserva novidades. Entre elas, a expansão de seus cursos e um projeto ousado: o Home Smoked Club, conceito de sanduíches defumados e pães de fermentação natural, para consumo no local ou finalização em casa. “Quero continuar inovando, mas sem perder a essência: fogo, carne e pessoas reunidas em volta da brasa.”


Na trajetória de Fernando Costa, o fogo é mais que um recurso culinário. É identidade, cultura e celebração. E, como todo bom domador, ele sabe: dominar as chamas é também aprender a deixar que elas conduzam histórias.

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