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Pesquisa e cooperação entre setores ganham destaque na participação do Instituto Caju Brasil na Expocrato Agro 2026

créditos da foto: arquivo pessoal.
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Programação promovida pelo Instituto Caju Brasil reuniu academia, produtores, empresas e poder público em torno de soluções para ampliar o potencial da cajucultura


A pesquisa científica, a inovação e a integração entre diferentes setores foram alguns dos principais caminhos apresentados pelo Instituto Caju Brasil (ICB) durante sua participação na Expocrato Agro 2026. A programação de palestras colocou em discussão estratégias para fortalecer a cadeia produtiva do caju e criar novas possibilidades para agricultores familiares, empresas e comunidades produtoras.


Realizadas com patrocínio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Cajuína São Geraldo, as atividades reuniram representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal do Cariri (UFCA), do poder público, do setor empresarial e da pesquisa, além de professores, estudantes e produtores da agricultura familiar.


A proposta do Instituto Caju Brasil foi ampliar o diálogo entre os diferentes atores envolvidos na cadeia produtiva e mostrar que o desenvolvimento da cajucultura depende não apenas do aumento da produção, mas também da capacidade de transformar conhecimento em tecnologia, produtos e novas oportunidades de mercado.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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Empresa e universidade juntas pela inovação


Um dos exemplos apresentados durante a programação foi o projeto APROCAJU, desenvolvido pela UFCA em parceria com a Indústria São Geraldo. A iniciativa foi apresentada como exemplo de como a aproximação entre universidade e empresa pode contribuir para o desenvolvimento de pesquisas e soluções voltadas ao aproveitamento sustentável do caju.


A participação do setor empresarial ganhou destaque também com a presença de Teresinha Lisieux, diretora-administrativa da Cajuína São Geraldo. A gestora levou para as discussões a experiência de uma empresa cearense ligada diretamente ao aproveitamento e à valorização do caju.


Sua participação reforçou a importância da iniciativa privada na construção de alternativas para a cadeia produtiva. A cooperação com universidades e produtores pode favorecer o desenvolvimento de tecnologias, estimular pesquisas e ampliar o aproveitamento de produtos e subprodutos do caju.


Aproveitamento além da castanha


As discussões também chamaram atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre o caju. Embora a castanha tenha forte importância comercial, o pedúnculo e outros subprodutos apresentam possibilidades de utilização em diferentes segmentos.


O processamento da matéria-prima permite a produção de cajuína, sucos, doces, farinhas e outros alimentos. O aproveitamento desses produtos pode reduzir desperdícios, agregar valor à produção e criar novas fontes de renda para famílias que dependem da agricultura.


Nesse cenário, pesquisa e inovação aparecem como instrumentos para desenvolver processos mais eficientes e produtos com maior valor agregado, ampliando as possibilidades de comercialização e fortalecendo os produtores.


Políticas públicas como parte da cadeia


A participação do poder público também esteve entre os pontos centrais dos debates. O Instituto Caju Brasil destacou a necessidade de políticas voltadas à assistência técnica e extensão rural, ao acesso ao crédito, à modernização das unidades produtivas e à certificação.


créditos da foto: arquivo pessoal.
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Outro aspecto discutido foi a ampliação dos canais de comercialização, incluindo a inserção de produtos derivados do caju nas compras públicas e na alimentação escolar.


Para o ICB, medidas dessa natureza podem contribuir para aproximar as políticas públicas da realidade dos produtores e criar condições para que a agricultura familiar tenha maior participação nos mercados.


Ciência mais próxima do produtor


O diálogo com universidades, pesquisadores e professores reforçou ainda a importância da ciência e da tecnologia para enfrentar desafios que afetam a produção, como as mudanças climáticas, o desperdício e a necessidade de agregar valor aos produtos.


A aproximação entre pesquisadores e agricultores foi apresentada como fundamental para que o conhecimento produzido nas instituições de ensino e pesquisa possa chegar às comunidades rurais na forma de soluções práticas e acessíveis.


Essa conexão também pode favorecer o desenvolvimento de novas tecnologias e métodos de produção adaptados às características dos territórios produtores.


Agricultura familiar e novas oportunidades


A agricultura familiar ocupou espaço central na programação do Instituto Caju Brasil. A entidade destacou o papel dos produtores na manutenção da atividade, na preservação de conhecimentos e na movimentação econômica dos municípios produtores.


A diversificação do aproveitamento do caju pode representar uma alternativa para ampliar a renda das famílias. A transformação do fruto em diferentes produtos permite criar novas possibilidades de negócio e abre espaço para iniciativas ligadas à agroindústria, gastronomia e empreendedorismo.


O fortalecimento dessa cadeia também pode gerar impactos para além das propriedades rurais, movimentando serviços, comércio, indústria, turismo e outras atividades relacionadas ao território.


Cajucultura e desenvolvimento regional


Outro aspecto abordado foi a contribuição da cajucultura para o desenvolvimento regional e para a bioeconomia. O fortalecimento da atividade pode estimular a criação de empregos, ampliar oportunidades de renda e incentivar novos empreendimentos ligados ao aproveitamento sustentável dos recursos disponíveis.


Para que esse potencial seja concretizado, o Instituto Caju Brasil defende uma articulação que envolva produtores, universidades, centros de pesquisa, empresas, profissionais, poder público, gastronomia, indústria, turismo e instituições de formação.


A participação na Expocrato Agro 2026 permitiu justamente ampliar essa aproximação e abrir espaço para novas conexões entre os diferentes segmentos.


Cooperação como estratégia para o futuro


Com o apoio do MAPA e da Cajuína São Geraldo, a participação do Instituto Caju Brasil na Expocrato Agro 2026 reforçou a proposta de construir uma cadeia produtiva mais integrada, inovadora e sustentável.


Mais do que discutir a produção do fruto, a programação colocou em evidência a necessidade de conectar conhecimento científico, experiência empresarial, políticas públicas e saberes dos agricultores para transformar os desafios da cajucultura em oportunidades.


Para o Instituto Caju Brasil, fortalecer a atividade significa valorizar os produtores e reconhecer a importância da ciência, da inovação e da cooperação para uma cadeia que possui relevância econômica, social, cultural e ambiental para o Nordeste e para o Brasil.

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