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O que nós vemos como cotidiano e o que o outro enxerga como extraordinário. O sabor que para nós é cotidiano, para o mundo é descoberta
créditos da foto: arquivo pessoal. Para quem vive na Amazônia, jambu, tucupi, açaí, farinha de mandioca, peixe, pupunha, cupuaçu e tantos outros ingredientes fazem parte da vida. Mas o que acontece quando esses mesmos sabores chegam à mesa de alguém que nunca teve contato com eles? A partir daí, podemos explorar duas perspectivas: O olhar de quem é da região: memória, identidade, afetividade, território e tradição. O olhar de quem vem de fora: surpresa, estranhamento, curiosi

Edivaldo Cordeiro
21 de out.4 min de leitura


Existe algo na gastronomia que nenhuma ficha técnica consegue registrar completamente: a memória de quem aprendeu a cozinhar com os antigos
Créditos da foto: arquivo pessoal. Uma receita pode ter ingredientes, quantidades, modo de preparo e tempo de cocção. Podemos fotografá-la, filmá-la, transformá-la em livro e até ensiná-la em uma sala de aula. Mas será que conseguimos registrar aquilo que acontece quando uma avó prova o caldo e sabe, sem medir, que ainda falta alguma coisa? Ou quando um cozinheiro reconhece pelo cheiro o ponto de uma preparação antes mesmo de olhar para a panela? É nesse espaço entre a técnic

Edivaldo Cordeiro
14 de set.3 min de leitura


Amazônia ancestral: como os saberes tradicionais transformaram a floresta em um laboratório vivo de inovação alimentar
Crédito da foto: arquivo pessoal. Na história da alimentação no Brasil (livro), Luís da Câmara Cascudo faz uma referência ao fato de que “o indígena ignorava a fritura; não fritava peixes ou carnes, mas os assava ou cozinhava. Posteriormente, os viajantes naturalistas do século XIX identificaram a poderosa influência portuguesa, marcada pelo indispensável azeite doce, o azeite de oliva herdado da tradição culinária árabe”. Considerando as observações do escritor, surge um que

Edivaldo Cordeiro
1 de jun.3 min de leitura


Doçaria regional como identidade: entre técnica, memória e território
Crédito da foto: arquivo pessoal. A doçaria regional brasileira vai muito além da função de encerrar uma refeição. Doçaria que remete tradição, memória, religiosidade e ingredientes históricos. A doçaria se refere à produção de doces tradicionais, históricos e regionais, muitas vezes transmitidos de geração em geração. Confeitaria com técnica, estética, inovação e sofisticação. Fala de doces regionais é atua como um dispositivo de memória, um elo entre território, cultura e t

Edivaldo Cordeiro
17 de abr.2 min de leitura


Pupunha: riqueza, tradição e sabor no inverno amazônico
créditos da foto: arquivo pessoal. Estamos no inicio de março, enquanto Amazônia, A cidade de Belém vive o período das cheias dos rios e das fortes chuvas do inverno amazônico, também encontramos o simbolismo de um dos produtos mais representativos da regional: A Pupunha( (Bactris gasipaes Kunth) Para muitos paraenses, a pupunha desperta memórias afetivas simples e profundas. Quantas pessoas não se lembram de um café no final da tarde acompanhado de pupunha cozida? Esse hábi

Edivaldo Cordeiro
5 de mar.3 min de leitura


Guaraná da Amazônia une tradição indígena e identidade gastronômica paraense
Guaraná da Amazônia

Edivaldo Cordeiro
13 de fev.2 min de leitura


Comida, memória e pertencimento: o que carrega o paraense
Comida, memória e pertencimento: o que carrega o paraense. Coluna do Chef Edivaldo Cordeiro no Gastronomia Paraense.

Edivaldo Cordeiro
6 de fev.2 min de leitura
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