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Da porta em porta ao sonho de uma franquia: a história de Vanete, a “Preta da Tapioca” que conquistou Ilha Comprida


créditos da foto: arquivo pessoal.
créditos da foto: arquivo pessoal.

Há histórias que nascem da necessidade, crescem com coragem e se transformam em legado. É assim que pode ser definida a trajetória de Vanete, conhecida carinhosamente como “Preta da Tapioca”, uma empreendedora que há quase 30 anos leva sabor, tradição e afeto pelas ruas de Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo.


Quando chegou à cidade, há cerca de três décadas, Vanete imaginava uma vida mais tranquila ao lado do marido, que estava próximo da aposentadoria. Porém, os planos mudaram diante das dificuldades enfrentadas pela família, especialmente com crianças pequenas para criar. Foi então que ela decidiu transformar a necessidade em oportunidade e começou uma nova caminhada.


Com coragem, Vanete passou a vender tapiocas, café e bolos de porta em porta. Empurrando seu carrinho pelas ruas da cidade, enfrentando sol, vento e chuva, ela foi conquistando clientes e construindo uma história baseada na confiança e no sabor.


créditos da foto: arquivo pessoal.
créditos da foto: arquivo pessoal.

“Meu maior desafio foi apresentar meu produto e mostrar que era bom em uma cidade turística. Graças a Deus, estou até hoje com o mesmo produto há 30 anos”, conta Vanete, que hoje trabalha ao lado do esposo Adgair , conhecido como italiano.


A pequena venda se tornou uma marca reconhecida. Ao longo dos anos, Vanete teve várias tapiocarias, gerou empregos na cidade e ajudou a movimentar o comércio local. Sua dedicação também inspirou a própria família: seus filhos cresceram acompanhando o trabalho da mãe e hoje também seguem no ramo das tapiocas. O filho mais velho trabalha com tapioca em Uberlândia, assim como o caçula, que também se tornou tapioqueiro.


Hoje, a “Tapioca da Preta” é sinônimo de tradição em Ilha Comprida. Entre os sabores mais pedidos estão a tapioca de carne seca com queijo e a de coco com leite condensado, além de diversas outras opções que conquistam moradores e turistas.


créditos da foto: arquivo pessoal.
créditos da foto: arquivo pessoal.

Um dos grandes diferenciais do trabalho de Vanete está em um ingrediente que carrega muito significado: a própria massa da tapioca, feita com a fécula produzida por ela mesma. Para ela, esse processo é uma verdadeira arte.


“Amo muito o que faço. Amo ensinar. Tenho até ciúmes das minhas frigideiras”, brinca Vanete, mostrando o carinho que tem pelo ofício que se tornou parte da sua vida.


Entre as lembranças mais marcantes está o início da jornada, quando puxava o carrinho pelas ruas oferecendo seus produtos. Também guarda no coração um período difícil: quando seu marido adoeceu justamente no momento em que o negócio começava a crescer. Com filhos pequenos e muitas responsabilidades, ela precisou seguir em frente mesmo vivendo um momento de dor.


créditos da foto: arquivo pessoal.
créditos da foto: arquivo pessoal.

A força de Vanete foi reconhecida pela comunidade, que acompanhou sua trajetória e valorizou seu trabalho ao longo dos anos. Mais do que vender tapiocas, ela construiu uma história de perseverança, empreendedorismo e amor pela gastronomia.


Para o futuro, o sonho é ainda maior: transformar a “Tapioca da Preta” em uma franquia e deixar um legado que vá além da família.


“Tapioca da Preta. Tudo feito com amor prospera.”


créditos da foto: arquivo pessoal.
créditos da foto: arquivo pessoal.

Uma frase que resume a essência de uma mulher que começou com um carrinho na rua e construiu uma marca com o ingrediente mais importante: dedicação.

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