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Do lava-pratos ao comando da cozinha: a trajetória de Breno César

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Formado pela vida, forjado no calor do fogão e impulsionado pela paixão, Breno César constrói seu nome na gastronomia com trabalho, resiliência e identidade amazônica.


Há 11 anos, Breno César deu os primeiros passos na gastronomia lavando louça em um restaurante. Foi ali, entre pias, vapor e o ritmo intenso da cozinha, que descobriu sua vocação. A curiosidade virou entrega; a entrega, aprendizado. Em pouco tempo, passou a auxiliar de cozinha e começou a trilhar um caminho construído na prática, no dia a dia, no “chão” da cozinha.


Crédito da foto: arquivo pessoal.
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Sua formação não veio de diplomas tradicionais, mas da experiência direta com o fogo, os ingredientes e as pessoas. Breno se define como “formado pela vida”. Fez cursos pontuais, mas aprendeu, sobretudo, observando, executando e errando — como todo cozinheiro que se constrói com honestidade. Nos pratos quentes, encontrou seu território de excelência: ali, se sobressai.


Entre as referências que moldaram seu percurso estão mulheres fundamentais. A chef Ilca, que teve paciência para ensinar e orientar, a cozinheira Karla, parceira de jornada, e suas avós, guardiãs do saber afetivo e da cozinha de raiz. Delas, herdou técnica, sensibilidade e respeito pelo alimento.


Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Dinâmico, intenso e apaixonado pelo fogão, Breno descreve seu estilo como “pressão boa”: gosta do movimento, da “pauleira”, do desafio constante de fazer sempre o melhor. Trabalhar, para ele, é sinônimo de dar o máximo — e foi justamente nesse ambiente exigente que enfrentou seus maiores obstáculos. Subir de cargo, conquistar reconhecimento e lidar com a falta de apoio em algumas empresas marcaram fases duras de sua trajetória, mas nunca foram suficientes para fazê-lo desistir.


Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Um divisor de águas em sua carreira veio com a COP 30. A experiência internacional foi, segundo ele, única. Breno atuou como chef de cozinha responsável pelo maior restaurante do evento, liderando equipes diversas, convivendo com profissionais de diferentes culturas e apresentando a culinária paraense a visitantes do mundo inteiro. “Levei a nossa cozinha para o mundo”, resume. Da vivência, ficaram amizades, conexões e parcerias que apontam para o futuro.


E o futuro tem nome e propósito: Breno sonha em ser dono do próprio negócio, com identidade própria e a culinária paraense como eixo central, apresentada de forma única e autoral. Quer que seu nome seja lembrado não apenas pelos pratos, mas pelo legado. Um legado de transparência, humanidade e verdade.


Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Para Breno César, cozinhar é mais do que técnica: é vida, amor e afeto. A comida cria memórias, aproxima pessoas e expressa cuidado. “Cozinha é uma forma de amor”, afirma. E é com essa convicção que ele segue transformando histórias, uma panela por vez, mantendo viva a essência da gastronomia paraense.

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