Tradição, afeto e recomeço: a história da A Doceria que atravessa gerações
- Gastronomia Paraense

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Atualizado: há 2 horas

Empreendedora que iniciou sua trajetória no ano 2000 celebra nova fase da marca, mantendo o sabor caseiro e o vínculo direto com os clientes como grandes diferenciais
Há negócios que nascem da necessidade. Outros, do acaso. Mas a A Doceria nasceu do amor. Desde o ano 2000, Andreia transforma ingredientes simples em experiências afetivas que atravessam o tempo, conquistando clientes fiéis e marcando gerações com sabor e memória.
“Comecei ainda muito nova, por amor”, relembra. O que veio depois foi consequência: vontade de vencer, coragem de empreender e a alegria estampada em cada elogio recebido. A cada doce vendido, uma conquista. A cada sorriso de cliente, a certeza de estar no caminho certo.
O segredo de duas décadas de permanência
Manter-se ativa por mais de 20 anos em um mercado que se transformou radicalmente é uma conquista que Andreia atribui à reciprocidade. Para ela, o segredo não está apenas na receita, mas na relação.

“O carinho dos clientes é a troca pela forma como trato cada um deles. Transformo amor e alegria em forma de doce”, afirma. Gratidão e cuidado não são apenas palavras, mas princípios que moldam o atendimento e a produção diária.
Se no início dos anos 2000 a concorrência era menor e os clientes mais resistentes a mudanças, hoje o cenário é outro: tendências surgem rapidamente e o público busca novidades. Ainda assim, aqueles que realmente se conectam com o sabor e a essência da marca sempre retornam.
“A concorrência é maravilhosa. Ela nos desafia a melhorar sempre”, destaca.
Recomeço e nova fase
Ao longo da trajetória, desafios também marcaram a caminhada. Um investimento em uma segunda loja física dentro de um shopping recém-inaugurado, seguido pela pandemia, levou ao encerramento do espaço. Mas desistir nunca foi uma opção.

Em 2025, a marca renasceu de cara nova e com novo ponto físico, pronta para um “mundo novo, cheio de mudanças e novidades”. Hoje, a produção é diária, caseira e feita pela própria Andreia, mantendo o frescor e a identidade artesanal que conquistaram o público.
“Estamos aqui para adoçar o dia, surpreender alguém com amor ou celebrar aniversários com bolos e doces fresquinhos”, afirma.
Sabores que conquistam
Entre os queridinhos do público estão as tortas de cupuaçu com queijo cuia e morango com Ninho, além do carro-chefe: o tradicional bolo da vovó. Massa molhadinha, amanteigada, fofinha, com coberturas de chocolate, Ninho ou doce de leite — um clássico que desperta memórias afetivas e conquista quem prova.
Técnica, criatividade e afeto

Andreia define a confeitaria como um equilíbrio entre prática, reinvenção e sentimento. A técnica veio com os anos de experiência; a criatividade nasce do amor pelo que faz; e o afeto é o ingrediente indispensável.
“Perfeição talvez não exista, mas isso nos faz querer aprimorar sempre”, reflete. Para ela, trabalhar com leveza e gratidão a Deus é o que sustenta a inspiração diária.
O valor do contato direto
Mesmo em tempos digitais, Andreia acredita na força do contato pessoal. Conhecer o cliente, entender seus gostos e criar vínculo faz parte do processo.

“Gosto dessa troca, desse vínculo de carinho, como antigamente, quando as mães iam à casa da doceira encomendar o bolo de aniversário”, conta. Atualmente, toda a produção é feita em casa, preservando o clima acolhedor que sempre fez parte da essência da marca.
Sonhos que continuam
Após duas décadas de história, o sonho permanece o mesmo: crescer sem perder a identidade.
“Quero expandir a marca, mas mantendo o paladar caseiro, cheio de amor”, afirma.
Entre recomeços, superações e gratidão, a A Doceria segue adoçando histórias — uma receita por vez, uma conquista por dia, sempre com fé e dedicação.




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