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Fala meu povo lindo! Tudo bem com vocês?

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Tomando meu cafezinho, aqui no Combu, e refletindo sobre esse povo ribeirinho guerreiro.

Aqui na ilha, bioeconomia e sustentabilidade não são pauta de seminário. São rotina!Basta uma pausa rápida para um cafezinho na beira do rio, olhando o vai e vem das embarcações de diversos tamanhos e modelos, para constatarmos que aqui produzir e preservar não são caminhos paralelos, são escolhas necessárias para manutenção do ofício ribeirinho.


A bioeconomia do Combu nasce do que a floresta oferece com generosidade, desde que a gente saiba colher com respeito. O açaí é a espinha dorsal dessa história há décadas, sustentando famílias, atravessando gerações e mantendo a ilha viva com trabalho diário. E, mais recentemente, o cacau ocupou seu espaço como alternativa inteligente: diversifica renda, fortalece o território e ajuda a reduzir a dependência de uma única safra. Quando a renda se diversifica, a floresta respira melhor.

Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

Sustentabilidade, aqui, não é só “não desmatar”. É fazer a economia girar sem romper o ciclo da natureza. É o extrativismo bem-feito, com manejo, com tempo de descanso da área, com respeito ao período do plantio e colheita. É a coleta de copaíba e andiroba com cuidado, valorizando o óleo como produto de origem, com história e responsabilidade. É a biojoia que transforma semente em valor, sem arrancar da floresta o que ela não pode repor.

E quando entram as associações, especialmente as de mulheres extrativistas, a sustentabilidade ganha uma camada que pouca gente mede: a social. Porque floresta em pé também depende de gente de pé, com autonomia, organização, renda justa e reconhecimento. Associação não é um mero detalhe. É ferramenta organizacional que fortalece e garante a proteção deste pedaço de terra extremamente importante para toda a comunidade ribeirinha daqui.


Crédito da foto: arquivo pessoal.
Crédito da foto: arquivo pessoal.

No Combu, a sustentabilidade tem rosto, nome e mão calejada. A bioeconomia não começa no produto final, começa em quem vive aqui, há muito tempo, entendendo que a floresta não é estoque. É troca! A floresta cuida de quem cuida dela, simples assim, com respeito, carinho e cuidado. Viva o povo do Combu!


Até o próximo café, meu povo!

Beijo no coração.


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