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Temos que redescobrir o Brasil
Crédito da foto: arquivo pessoal. No próximo dia 22 de abril, o Brasil completa 526 anos de “descoberta”, ou melhor, de ocupação. Talvez essa seja a forma mais adequada de se pensar a chegada dos europeus ao nosso território, tendo em vista que já existiam povos vivendo aqui. Povos com sua própria cultura, organização social e, acima de tudo, com suas próprias formas de compreender a alimentação. Mas, ao mesmo tempo, nesta semana vimos a premiação de dois restaurantes brasile

Kenny Nogueira
20 de abr.4 min de leitura


Doçaria regional como identidade: entre técnica, memória e território
Crédito da foto: arquivo pessoal. A doçaria regional brasileira vai muito além da função de encerrar uma refeição. Doçaria que remete tradição, memória, religiosidade e ingredientes históricos. A doçaria se refere à produção de doces tradicionais, históricos e regionais, muitas vezes transmitidos de geração em geração. Confeitaria com técnica, estética, inovação e sofisticação. Fala de doces regionais é atua como um dispositivo de memória, um elo entre território, cultura e t

Edivaldo Cordeiro
17 de abr.2 min de leitura


Beira de rio: onde a cultura resiste, vive e reconecta
O sol começa a se despedir, pintando o céu nas águas do rio. O vento sopra leve, trazendo o cheiro da Amazônia. Ao fundo, risadas, vozes, música… gente vivendo. Não é só um fim de tarde é um sentimento que começa. No Pará, a beira de rio não é cenário. É raiz. É ali que a vida acontece de verdade. Os rios não só cortam o território eles moldam o jeito de viver, de cozinhar, de celebrar. São caminhos, histórias e encontros. São identidade. A cultura ribeirinha, hoje reconhecid

Rômulo Aires (Téo)
15 de abr.2 min de leitura


Entre a Pedra do Peixe e o Ver-o-Peso: a alma da Semana Santa paraense
Crédito da foto: arquivo pessoal. Na Pedra do Peixe e no histórico Ver-o-Peso, a gastronomia paraense encontra seu pulso mais autêntico. É ali que o dia nasce cedo, no som das caixas sendo abertas, no cheiro do rio e na escolha criteriosa do peixe fresco — elemento central da mesa amazônica. Crédito da foto: arquivo pessoal. Mais do que pontos de comércio, esses espaços são territórios de saber. Pescadores, feirantes e cozinheiras compartilham técnicas, histórias e segredos q

Ronaldo Oliveira
2 de abr.1 min de leitura


Fala meu povo lindo! Bora tomar nosso café na beira do rio?
Crédito da foto: arquivo pessoal Vou aproveitar esse visual do Rio Guamá e falar um pouco sobre empreender na Amazônia A maré descendo devagar, o sol tá querendo dar as caras hoje, aquele silêncio que só existe por aqui. Quem vive na Amazônia sabe… tem horas em que tudo parece andar num ritmo diferente. E talvez seja justamente isso que mais ensina. Empreender na Amazônia, principalmente em lugares como o Combu, não é só abrir um negócio. É aceitar jogar um jogo com outras re

Arturo Báez
24 de mar.2 min de leitura


Gastronomia como negócio
Crédito da foto: arquivo pessoal. Durante muito tempo, cozinhar foi associado apenas ao talento, à criatividade e ao afeto. Mas, na prática, transformar a gastronomia em fonte de renda exige algo além do sabor, exige gestão, pesquisa, dedicação e empenho. A cozinha profissional, seja em casa, na rua ou em um restaurante, precisa ser tratada com responsabilidade, como uma empresa, uma fonte de rendimento e de sustento, com estratégia, controle e visão de futuro. O primeiro pas

Edivaldo Cordeiro
20 de mar.2 min de leitura


Agroindústria de farinha retoma atividades e reacende esperança na Vila Paulo Fonteles
Crédito da foto: arquivo pessoal. Na zona rural de Parauapebas, a Vila Paulo Fonteles começa a escrever um novo capítulo em sua história. Após sete anos de portas fechadas, a Agroindústria de Farinha local se prepara para retomar suas atividades, trazendo de volta a esperança e a perspectiva de dias melhores para os moradores. O movimento de reativação ganhou força a partir da realização do Curso de Manipulação de Alimentos, ministrado pela instrutora Lenise Ferreira Bibiano.

Gastronomia Paraense
18 de mar.2 min de leitura


Puxuri e Cumaru - As Nossas Nozes-Moscadas
créditos da foto: arquivo pessoal. Hoje, vamos explorar duas especiarias fascinantes da Amazônia que têm ganhado destaque na gastronomia local: o puxuri e o cumaru. Assim como a noz-moscada, ambas trazem sabores únicos e aromas marcantes, essenciais para enriquecer nossos pratos e promover a cultura amazônica. Puxuri Sabor e Aroma: O puxuri possui um sabor levemente adocicado, com um aroma que lembra a mistura de canela e cravo. Essa especiaria é extraída das sementes de uma

Evelyn Ferreira
18 de mar.2 min de leitura


Gastronomia e Oscar
Crédito da foto: divulgação. Olá, estranhos. Hoje é dia de Oscar, uma das maiores festas do cinema mundial. É o momento em que o público para para acompanhar a lista dos melhores filmes do ano. Eu, que sou apaixonado por cinema, começo essa maratona bem antes: desde novembro assisto aos filmes e acompanho aqueles que podem chegar à premiação. Mas a pergunta que deixo hoje é outra: o que a gastronomia tem a ver com o cinema? A resposta pode parecer simples, mas é profunda. Gas

Kenny Nogueira
15 de mar.2 min de leitura


Pescados da Amazônia: alimento de raiz e identidade cultural
Crédito da foto: arquivo pessoal. A região Norte do Brasil se destaca pela grande diversidade de pescados consumidos na alimentação cotidiana. Nos estados do Pará e do Amapá, por exemplo, parte do território encontra-se junto ao oceano Atlântico, permitindo o acesso tanto a peixes de água doce quanto de água salgada. Ainda assim, é nos rios amazônicos que se encontra uma das maiores riquezas alimentares da região. Quando se fala em pescados amazônicos, não se trata apenas de

Edivaldo Cordeiro
13 de mar.3 min de leitura


Pirarucu: o bacalhau da Amazônia
Crédito da foto: arquivo pessoal Poucos ingredientes representam tão bem a identidade da culinária amazônica quanto o Pirarucu. Habitante ancestral das águas da região, esse gigante dos rios não é apenas um peixe de grande porte, mas também um verdadeiro patrimônio gastronômico da Amazônia. Sua presença na mesa amazônica revela duas faces igualmente importantes: o pirarucu fresco e o pirarucu salgado. Crédito da foto: arquivo pessoal. O pirarucu fresco carrega consigo o sabor

Ronaldo Oliveira
11 de mar.2 min de leitura


Técnicas x Receitas
Crédito da foto: arquivo pessoal. Olá, estranhos. Muitas vezes temos a falsa sensação de que, quando buscamos fazer um prato de comida que não conhecemos, procuramos receitas na internet e acabamos nos prendendo totalmente a elas para preparar o prato. Mas será que isso é realmente o mais importante? A grande questão da coluna de hoje é entender que não existe uma receita 100% fechada ou 100% verdadeira. Cada pessoa tem a sua própria versão de uma receita — e isso é muito pós

Kenny Nogueira
8 de mar.3 min de leitura


Pupunha: riqueza, tradição e sabor no inverno amazônico
créditos da foto: arquivo pessoal. Estamos no inicio de março, enquanto Amazônia, A cidade de Belém vive o período das cheias dos rios e das fortes chuvas do inverno amazônico, também encontramos o simbolismo de um dos produtos mais representativos da regional: A Pupunha( (Bactris gasipaes Kunth) Para muitos paraenses, a pupunha desperta memórias afetivas simples e profundas. Quantas pessoas não se lembram de um café no final da tarde acompanhado de pupunha cozida? Esse hábi

Edivaldo Cordeiro
5 de mar.3 min de leitura


Gastronomia Regenerativa: quando cozinhar deixa de ser consumo e vira cuidado
créditos da foto: arquivo pessoal. Durante muito tempo, a gastronomia foi guiada por duas perguntas simples: Isso é gostoso? Isso vende? Depois, surgiu uma terceira: Isso é sustentável? Mas existe uma nova camada surgindo, mais profunda, mais silenciosa e talvez mais honesta: Isso regenera? A gastronomia regenerativa nasce quando a cozinha deixa de ser apenas um ponto final da cadeia alimentar e passa a se entender como parte viva do território. Não se trata só de evitar dano

Diego Alvino
2 de mar.3 min de leitura


A Influência do Vinho Tinto no Preparo de Carne Vermelha: Uma Análise Gastronômica
créditos da foto: arquivo pessoal. A combinação de carne vermelha com vinho tinto no preparo não é apenas uma técnica culinária; é uma verdadeira celebração de sabores que enriquece a experiência gastronômica. Neste artigo, vamos explorar como essa harmonização transforma pratos e realça os sabores de cada ingrediente. O Vinho Tinto O vinho tinto é um ingrediente versátil que, quando utilizado no preparo de carnes vermelhas, contribui com complexidade e profundidade ao prato.

Evelyn Ferreira
27 de fev.2 min de leitura


Castanha-do-pará: economia, memória e floresta em pé
créditos da foto: arquivo pessoal. Há algumas semanas, assisti a um vídeo em que uma jovem preparava um pudim de castanha. No título, ela escrevia “castanha de Rondônia”. Para alguns, poderia soar como erro geográfico. Para mim, soou como afeto. A castanha pode ter nome científico (Bertholletia excelsa), pode ter denominação comercial consolidada como castanha-do-Brasil, mas, na vivência amazônica, ela ganha sobrenomes emocionais. Ela pertence ao lugar de onde foi enviada, à

Edivaldo Cordeiro
26 de fev.3 min de leitura


O inverno amazônico à mesa
Crédito da foto: arquivo pessoal. Quando o inverno amazônico chega, não traz apenas a chuva farta que renova rios e florestas. Ele inaugura um tempo de abundância silenciosa, marcado pelo amadurecer de frutas que moldam sabores, técnicas e memórias da gastronomia amazônica. É nesse período que a cozinha se alinha ao ritmo da natureza, respeitando a sazonalidade e celebrando aquilo que a terra oferece no seu auge. A pupunha surge como símbolo dessa estação. Mais conhecida em s

Ronaldo Oliveira
24 de fev.2 min de leitura


Gastronomia narrativa: quando o prato conta histórias
créditos da foto: arquivo pessoal. Na maioria das vezes, pensamos na gastronomia como técnica, sabor ou estética. Mas existe uma camada mais profunda: todo prato conta uma história. Antes de ser servido, ele já carrega um território, um tempo, uma memória e uma intenção. Pessoas e ingredientes são personagens. Texturas podem representar conflitos. Temperaturas podem criar tensão. E o aroma é uma introdução invisível. Assim como na literatura, cozinhar não é apenas combinar el

Diego Alvino
23 de fev.3 min de leitura


Fala meu povo lindo! Tudo bem com vocês?
Crédito da foto: arquivo pessoal. Senta aqui comigo rapidinho. Puxa a cadeira, que o café tá passado e o rio tá fazendo aquele barulhinho de maré mansa... Tem dias que eu olho pro Combu e penso: como foi que a gente conseguiu transformar uma travessia curta numa viagem inteira? Porque não é só “ir ali na ilha”. É mudar o ritmo. É sair do asfalto e entrar num relógio que mede o tempo em maré, em vento e em cheiro de brisa do rio. O turismo gastronômico por aqui é engraçado: el

Arturo Báez
21 de fev.2 min de leitura


Sabores do Norte: a riqueza ancestral da gastronomia paraense
Crédito da foto: arquivo pessoal. A gastronomia paraense é um verdadeiro patrimônio cultural, rica em tradições que remontam a séculos. Enraizada na sabedoria dos nossos ancestrais, cada prato é uma celebração da biodiversidade da Amazônia e uma homenagem à cultura indígena que moldou nossa identidade alimentar. A maniçoba , por exemplo, é um prato que atravessa gerações. Feita a partir das folhas da mandioca, cuidadosamente cozidas, representa a conexão com a terra e os cost

Evelyn Ferreira
19 de fev.2 min de leitura
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