Gastronomia e Oscar
- Kenny Nogueira

- há 3 dias
- 2 min de leitura

Olá, estranhos.
Hoje é dia de Oscar, uma das maiores festas do cinema mundial. É o momento em que o público para para acompanhar a lista dos melhores filmes do ano. Eu, que sou apaixonado por cinema, começo essa maratona bem antes: desde novembro assisto aos filmes e acompanho aqueles que podem chegar à premiação.
Mas a pergunta que deixo hoje é outra: o que a gastronomia tem a ver com o cinema?
A resposta pode parecer simples, mas é profunda. Gastronomia e cinema são duas artes que se encontram com mais frequência do que imaginamos. Ambas contam histórias, despertam emoções e, principalmente, revelam culturas.
Foi justamente através do cinema que muitos de nós passamos a conhecer hábitos alimentares de outros países. Quantas pessoas não passaram a imaginar uma cozinha com bancada americana depois de assistir a filmes norte-americanos? Ou quantas tradições não foram apresentadas ao mundo através da tela? O cinema sempre teve essa capacidade de levar o espectador para outros lugares e, muitas vezes, para outras mesas.
Em alguns filmes, a comida se torna protagonista. É impossível não lembrar de Ratatouille, onde até um rato se transforma em chef e nos faz acreditar que qualquer um pode cozinhar. Ou de Julie & Julia, em que Meryl Streep interpreta a lendária Julia Child e desperta no público o desejo de explorar a culinária francesa.
Há também histórias que mostram os bastidores da profissão. Em Pegando Fogo, Bradley Cooper vive um chef obsessivo em busca da perfeição na alta gastronomia. Já em Chef, Jon Favreau apresenta o outro lado da cozinha: o prazer de cozinhar de forma livre, redescobrindo a criatividade em um simples food truck.
Mas a comida no cinema não aparece apenas em cozinhas profissionais. Ela também surge em momentos marcantes da memória afetiva do público.
Quem nunca se impressionou com o gigantesco bolo de chocolate em Matilda? Ou não se encantou com o clima parisiense de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, que nos faz imaginar uma pausa para café em um pequeno bistrô?
Há ainda os doces mágicos de A Fantástica Fábrica de Chocolate, o famoso biscoito de gengibre do Shrek, ou a intensa relação entre comida e emoção em Como Água para Chocolate.
Essas cenas mostram que a comida no cinema vai muito além da alimentação. Ela representa memória, cultura, afeto e identidade. Talvez seja por isso que gastronomia e cinema tenham algo tão poderoso em comum: ambos nos fazem viajar sem sair do lugar.
Um filme pode nos levar a Paris, Nova York ou Cidade do México. Um prato pode fazer exatamente o mesmo. Uma sessão de cinema ou uma boa refeição têm o mesmo efeito: por alguns instantes, tudo para. E somos levados para outro mundo.
Agora resta esperar o Oscar, torcer e quem sabe, por alguma vitória brasileira. Confesso que não estou muito confiante, mas o espetáculo sempre vale a pena.
Enquanto isso, seguimos celebrando o melhor dos dois universos:
o cinema que nos emociona e a gastronomia que nos aproxima. Porque, no fim das contas, tanto um grande filme quanto um grande prato contam histórias que permanecem na memória.
Até a próxima semana.
Um grande abraço




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