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Beira de rio: onde a cultura resiste, vive e reconecta
O sol começa a se despedir, pintando o céu nas águas do rio. O vento sopra leve, trazendo o cheiro da Amazônia. Ao fundo, risadas, vozes, música… gente vivendo. Não é só um fim de tarde é um sentimento que começa. No Pará, a beira de rio não é cenário. É raiz. É ali que a vida acontece de verdade. Os rios não só cortam o território eles moldam o jeito de viver, de cozinhar, de celebrar. São caminhos, histórias e encontros. São identidade. A cultura ribeirinha, hoje reconhecid

Rômulo Aires (Téo)
há 2 horas2 min de leitura


A profissionalização da gastronomia vai muito além do “saber cozinhar”
créditos da foto: arquivo pessoal. A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (7) projeto que regulamenta as profissões de cozinheiro e gastrônomo e institui uma data nacional para essas categorias. O PL 1.020/2022, do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), foi aprovado com parecer favorável do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Pelo projeto, poderão exercer essas profissões pessoas com diploma de ensino médio e c

Edivaldo Cordeiro
há 4 dias3 min de leitura


Peixes do Mato: sabores que nascem da água e da memória
Crédito da foto: arquivo pessoal. Na vastidão dos rios brasileiros, especialmente na Amazônia, existe uma culinária que não se aprende apenas em livros — ela se vive. Os chamados “peixes do mato” são a expressão mais autêntica dessa relação entre o homem, a natureza e o alimento. Vindos das águas doces, carregam em si não apenas sabor, mas história, território e identidade. Diferente dos peixes do mar, os peixes do mato possuem características únicas: carnes mais densas, sabo

Ronaldo Oliveira
há 6 dias2 min de leitura


Celebrações da cultura popular, da criatividade gastronômica e da convivência social
Crédito da foto: arquivo pessoal. A gastronomia é, antes de tudo, uma linguagem. Uma forma de comunicação que traduz cultura, território e identidade. Cada ingrediente carrega uma história, cada técnica revela um saber, e cada prato servido é um encontro entre tradição e inovação. Quando observamos a cozinha contemporânea, percebemos que ela vai além do sabor. Ela envolve gestão, planejamento, conhecimento técnico e, principalmente, propósito. Cozinhar profissionalmente exige

Edivaldo Cordeiro
3 de abr.3 min de leitura


Entre a Pedra do Peixe e o Ver-o-Peso: a alma da Semana Santa paraense
Crédito da foto: arquivo pessoal. Na Pedra do Peixe e no histórico Ver-o-Peso, a gastronomia paraense encontra seu pulso mais autêntico. É ali que o dia nasce cedo, no som das caixas sendo abertas, no cheiro do rio e na escolha criteriosa do peixe fresco — elemento central da mesa amazônica. Crédito da foto: arquivo pessoal. Mais do que pontos de comércio, esses espaços são territórios de saber. Pescadores, feirantes e cozinheiras compartilham técnicas, histórias e segredos q

Ronaldo Oliveira
2 de abr.1 min de leitura


Gastronomia como negócio
Crédito da foto: arquivo pessoal. Durante muito tempo, cozinhar foi associado apenas ao talento, à criatividade e ao afeto. Mas, na prática, transformar a gastronomia em fonte de renda exige algo além do sabor, exige gestão, pesquisa, dedicação e empenho. A cozinha profissional, seja em casa, na rua ou em um restaurante, precisa ser tratada com responsabilidade, como uma empresa, uma fonte de rendimento e de sustento, com estratégia, controle e visão de futuro. O primeiro pas

Edivaldo Cordeiro
20 de mar.2 min de leitura


Farinha: herança e identidade na mesa paraense
Crédito da foto: arquivo pessoal. Na culinária do Pará, poucos elementos são tão presentes e simbólicos quanto a farinha. Presente nas mais diversas refeições, ela acompanha o peixe frito, engrossa caldos, mistura-se ao feijão e até divide protagonismo com o açaí. Para muitos paraenses, comer sem farinha não é apenas incomum — é quase impensável. Esse hábito cotidiano revela muito mais do que uma preferência alimentar. Ele reflete uma herança cultural profundamente ligada à h

Ronaldo Oliveira
19 de mar.2 min de leitura


Agroindústria de farinha retoma atividades e reacende esperança na Vila Paulo Fonteles
Crédito da foto: arquivo pessoal. Na zona rural de Parauapebas, a Vila Paulo Fonteles começa a escrever um novo capítulo em sua história. Após sete anos de portas fechadas, a Agroindústria de Farinha local se prepara para retomar suas atividades, trazendo de volta a esperança e a perspectiva de dias melhores para os moradores. O movimento de reativação ganhou força a partir da realização do Curso de Manipulação de Alimentos, ministrado pela instrutora Lenise Ferreira Bibiano.

Gastronomia Paraense
18 de mar.2 min de leitura


Da cozinha da infância às salas de aula: a trajetória do chef Lucas Albuquerque na gastronomia
Chef Lucas Albuquerque. Crédito da foto: divulgação. A história do chef Lucas Albuquerque com a gastronomia começou muito antes de qualquer formação profissional. Desde a infância, a cozinha já era um espaço presente em sua vida, marcado por memórias familiares, afeto e aprendizado. Lucas perdeu a mãe ainda muito jovem, mas lembra que foi ela uma das grandes incentivadoras de seu interesse pela culinária. “Lembro-me dela estudando e perguntando como se faziam pudins e outras

Gastronomia Paraense
18 de mar.3 min de leitura


Fala meu povo lindo! Bora tomar nosso cafezinho?
Crédito da foto: arquivo pessoal Durante muito tempo a gastronomia amazônica foi tratada como algo “exótico”,curioso,interessante curiosamente, essa visão quase sempre veio de quem nunca pisou em um mercado amazônico ao amanhecer. Quem nunca viu a diversidade de peixes que chegam aos portos ribeirinhos. Quem nunca provou um tucupi temperado com alho, alfavaca e “bem” chicória! Quem nunca percebeu que, dentro da floresta, existe uma lógica culinária própria, construída por nos

Arturo Báez
14 de mar.2 min de leitura


Pescados da Amazônia: alimento de raiz e identidade cultural
Crédito da foto: arquivo pessoal. A região Norte do Brasil se destaca pela grande diversidade de pescados consumidos na alimentação cotidiana. Nos estados do Pará e do Amapá, por exemplo, parte do território encontra-se junto ao oceano Atlântico, permitindo o acesso tanto a peixes de água doce quanto de água salgada. Ainda assim, é nos rios amazônicos que se encontra uma das maiores riquezas alimentares da região. Quando se fala em pescados amazônicos, não se trata apenas de

Edivaldo Cordeiro
13 de mar.3 min de leitura


Risoto Paraense com Filhote e Crispy de Jambú: Uma Experiência Gastronômica Amazônica
Crédito da foto: arquivo pessoal. RO risoto paraense é uma verdadeira celebração dos sabores da Amazônia, unindo a riqueza dos ingredientes regionais em um prato que encanta os paladares mais exigentes. Nesta versão, o filhote, um peixe típico da região, é o protagonista, proporcionando uma textura suave e um sabor único que remete às águas dos rios de água doce. O Filhote: Sabor e Sustentabilidade O filhote é conhecido por sua carne delicada e saborosa, sendo uma escolha pop

Evelyn Ferreira
12 de mar.2 min de leitura


Chef Gonzalo Gemmi: tradição familiar, técnica e criatividade marcam a trajetória do chef argentino
Chef Gonzalo. Crédito da foto: Família Viel. A história do chef Gonzalo Gemmi com a gastronomia começou muito antes da vida profissional. As primeiras referências vieram de dentro de casa, onde a cozinha sempre foi um espaço de convivência e aprendizado. Seus avós tinham o hábito de cozinhar e seus pais atuavam no ramo alimentício, criando um ambiente onde os aromas, sabores e técnicas culinárias faziam parte da rotina familiar. Desde criança, Gonzalo já demonstrava interesse

Gastronomia Paraense
4 de mar.3 min de leitura


Gastronomia Regenerativa: quando cozinhar deixa de ser consumo e vira cuidado
créditos da foto: arquivo pessoal. Durante muito tempo, a gastronomia foi guiada por duas perguntas simples: Isso é gostoso? Isso vende? Depois, surgiu uma terceira: Isso é sustentável? Mas existe uma nova camada surgindo, mais profunda, mais silenciosa e talvez mais honesta: Isso regenera? A gastronomia regenerativa nasce quando a cozinha deixa de ser apenas um ponto final da cadeia alimentar e passa a se entender como parte viva do território. Não se trata só de evitar dano

Diego Alvino
2 de mar.3 min de leitura


Castanha-do-pará: economia, memória e floresta em pé
créditos da foto: arquivo pessoal. Há algumas semanas, assisti a um vídeo em que uma jovem preparava um pudim de castanha. No título, ela escrevia “castanha de Rondônia”. Para alguns, poderia soar como erro geográfico. Para mim, soou como afeto. A castanha pode ter nome científico (Bertholletia excelsa), pode ter denominação comercial consolidada como castanha-do-Brasil, mas, na vivência amazônica, ela ganha sobrenomes emocionais. Ela pertence ao lugar de onde foi enviada, à

Edivaldo Cordeiro
26 de fev.3 min de leitura


Carvalho Dinart Buffet: arte, pontualidade e amor que transformam eventos em experiências memoráveis
créditos da foto: arquivo pessoal. Empreender sempre foi um foco claro na vida de Dina Farias, mas a gastronomia não surgiu por acaso. Veio de família — da vivência, da tradição e do amor pela cozinha. Foi dessa base que nasceu o Carvalho Dinart Buffet, um empreendimento que carrega identidade própria desde o nome. Segundo Dina, graduada e pós-graduada em gastronomia pela UNAMA, o nome surgiu da forma como as pessoas reconheciam seu trabalho: tudo o que ela fazia tinha um toq

Gastronomia Paraense
24 de fev.2 min de leitura


O inverno amazônico à mesa
Crédito da foto: arquivo pessoal. Quando o inverno amazônico chega, não traz apenas a chuva farta que renova rios e florestas. Ele inaugura um tempo de abundância silenciosa, marcado pelo amadurecer de frutas que moldam sabores, técnicas e memórias da gastronomia amazônica. É nesse período que a cozinha se alinha ao ritmo da natureza, respeitando a sazonalidade e celebrando aquilo que a terra oferece no seu auge. A pupunha surge como símbolo dessa estação. Mais conhecida em s

Ronaldo Oliveira
24 de fev.2 min de leitura


Gastronomia narrativa: quando o prato conta histórias
créditos da foto: arquivo pessoal. Na maioria das vezes, pensamos na gastronomia como técnica, sabor ou estética. Mas existe uma camada mais profunda: todo prato conta uma história. Antes de ser servido, ele já carrega um território, um tempo, uma memória e uma intenção. Pessoas e ingredientes são personagens. Texturas podem representar conflitos. Temperaturas podem criar tensão. E o aroma é uma introdução invisível. Assim como na literatura, cozinhar não é apenas combinar el

Diego Alvino
23 de fev.3 min de leitura


Quem nós somos dentro da cozinha?
créditos da foto: arquivo pessoal. Quando pensamos em comida paraense, a tendência é olhar apenas para nossa parte belenense ou indígena. Lembramos do açaí, do peixe frito, da maniçoba, do tacacá e de outros pratos que, de fato, são exemplos da nossa cultura alimentar. Só que muitas vezes esquecemos que o Pará é maior do que muitos países da Europa e que nós também temos culturas diferentes dentro da nossa própria terra. É consenso que os indígenas tiveram um papel importante

Kenny Nogueira
22 de fev.3 min de leitura


Meu país chamado Amazônia
Crédito da foto: arquivo pessoal. Falar de gastronomia amazônica é falar de território, de memória e de pertencimento. É entender que a Amazônia não é apenas um bioma, mas um país simbólico, diverso e profundamente enraizado nos saberes de seus povos. Na mesa amazônica, o alimento carrega história, identidade e uma relação íntima com a natureza, respeitando os ciclos das águas, da floresta e do tempo. Quando se pensa em Amazônia, muitos imaginam apenas rios e floresta fechada

Ronaldo Oliveira
18 de fev.2 min de leitura
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